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- SNG ☠️: Amor na forma de Jade #04 💮
SNG ☠️: Amor na forma de Jade #04 💮
Estamos quase na minha parte favorita
I heart sapphic salvou a minha vida
Eu estava fazendo pesquisa e precisava de confirmar ou alterar alguns pontos que estavam me incomodando muito nessa história. Como eu sempre digo, é muito fácil perder a mão e o que era para ser um filme de terror bom de assistir fica esquisito demais.
Um dos meus maiores medos é não escrever um relacionamento entre mulheres que pareça entre mulheres e siga uma lógica apartada da lógica heteronormativa de funcionar, pois foi para isso que eu escolhi mocinhas protagonistas.
Então tenho maratonado comédias românticas indicadas pelo i heart sapphic. Eu pego as traduzidas, comédias românticas e com cenas de sexo, ou seja, adianto basicamente toda a pesquisa que preciso fazer com o livro.
Nesse site também tem tropos, então o próximo passo fica romances com found family e proximidade forçada, que é um pouco do que acontece nessa história minha.
Espero que a pesquisa dê sangue e que o I heart sapphic tenha um livro que você curta. É bem fácil de usar. Recomendo.
Sinopse de Amor na forma de Jade
Flor de Geada e Jasmine acabaram de se casar e as duas estavam prontas para viver uma lua de mel dos sonhos. Entretanto, os segredos que mantiveram uma da outra começam a surgir por causa do casamento. Jasmine não é uma foragida qualquer. Flor de Geada era parte de um exército poderoso e seus antigos chefes a querem de volta ao trabalho e uma poderosa bruxa, apaixonada por Flor de Geada, que quer desfazer esse casamento a qualquer custo.
Elas vão precisar estar mais próximas que nunca e confiar uma na outra caso queiram sobreviver e fazer o casamento dar certo.
Parte 1
Capítulo 3: Cidade pt.2
Alguém precisa contar toda a verdade para Jasmine porque o sorriso que ela te direciona é tão grande, tão genuíno, de fazer os olhos ficarem ainda menores e brilharem como estrelas distantes. Ela está feliz com a proximidade, de andar com o corpo junto ao seu, braços entrelaçados e segurar o seu peso. Ela não fala dos seus passos firmes quando a pouco você se fingia de desnorteada.
Você está se preparando para se entregar a essa paixão enquanto pondera tudo que pode fazer para manter Jasmine segura e de quem precisa encontrar para que o Jardim Alagado seja o refúgio de vocês para sempre.
Como se fosse assim tão fácil. Como se Jasmine não tivesse seus próprios meios de se proteger e anos, segundo você, de experiência militar. Ela se reconhece fácil quando enxerga o cartaz. Diferente de você, ela não mente sobre ter visto o cartaz. Você tenta evitar que ela se afaste, mas Jasmine se aproxima do cartaz e o joga no chão.
— Deveríamos ir para casa assim que possível — pediu Jasmine assim que ela volta para perto de você.
— Vamos para a hospedaria agora. Aquele cartaz... É o seu rosto — você comenta.
Ela ainda devia ter a esperança de que era outra pessoa, mas você confirma o receio dela. Parece demais, apesar dos elementos demoníacos que adicionaram ao retrato. Há escamas e pequenos chifres pela testa, o rosto mais comprido, provavelmente de uma época em que ela estava em campanha militar. Seria bom se ela confiasse em você para contar a história inteira. Explicar porque aquele retrato tinha aqueles traços. Você não confia em Jasmine, nem ela confia em você.
— Não devem ter reparado em você na cidade — você continua. — Amanhã vamos para outro lugar. Voltamos para o barco, que tal?
Enquanto Jasmine não responde. Você mexe os olhos tentando ver se alguém está próximo, mas a rua contina vazia. Aproxima-se de Jasmine, perto o suficiente para que um movimento dela comece um beijo.
— É para o nosso casamento — murmura em vão. Alguém normal teria colocado a vida da esposa a frente da celebração, mas você insiste. — Não era para ser assim.
— Não podemos mais ficar um minuto. Vimos o cartaz agora, mas pode estar aí há dias — insiste Jasmine. — Saindo agora, não vão nos notar, nem haverá tempo para que o grupo militar chegue para me prender.
— Vamos sentar naquela varanda e pensar com calma. Não quero fazer nenhum movimento arriscado que te coloque em perigo. Não posso te proteger cansada ou sem me preparar — você mente. Esperando que ela aceite sua decisão de ficar pelo menos mais um dia.
— Antes do amanhecer, então.
Jasmine não esperou sua resposta, andou a passos largos pela rua quando não devia nem lembrar direito a direção da hospedaria. Não falaram com ninguém enquanto subiam para o quarto. O recepcionista da noite encarando atentamente a pressa de vocês duas.
Vocês entram e assim que fecham a porta, algo que está consumindo seus pensamentos é dito:
— Não é necessário fugir, se você se vingar. Se você agir como o demônio que te desenharam na foto. Eu poderia fazer isso por você. Te ajudar. Descobrir os seus inimigos e aniquilá-los.
Jasmine não te responde. É como se ela quisesse te dizer algo e desistisse. Se não é falta de confiança, Jasmine foi um monstro antes de te conhecer. Alguém que você não gostaria de ter por perto.
— Podemos lutar do Jardim Alagado — decidiu Jasmine. — Estaremos juntas, você contou que sabe fazer armadilhas sensíveis e poderosas. Eu quero um pouco de paz e poder viver com um pouco de dignidade antes de qualquer plano definitivo.
— O Jardim Alagado é um vale aberto. Precisamos voltar com cautela. — Flor de Geada aproximou-se da Jasmine e mudou o tom direto para um mais gentil. — Será mais seguro nos movimentarmos por enquanto. Do Jardim Alagado, escolhemos um lugar fácil de defender para nos mudar. Por isso quero continuar viajando um tempo. Ver até onde vão esses cartazes. Verificamos também se o Jardim Alagado é mesmo seguro.
— Eu poderia morar numa caverna por um segundo de paz. Eu morei numa árvore por anos, não foi?
— Mas antes precisamos despistar todo mundo e resolver algumas pendências.
— Minhas pendências? Suas pendências? Estamos com as prioridades no mesmo lugar? — questionou Jasmine.
— Se você me contar o que aconteceu com você, sobre o seu passado, — é difícil se manter delicada, sua voz volta ao tom firme e assustador que tinha junto ao império. — Então eu saberei se nossas prioridades estão no mesmo lugar, se queremos matar as mesmas pessoas.
— Você vai deixar a minha segurança em risco para ir atrás da bruxa agora?! — Jasmine cutucou.
Jasmine levanta, anda pelo quarto, se distancia de você. Ela vira o restante do chá largado na chaleira na xícara para beber. Não consegue te olhar sem mágoa ou raiva.
— Ela está bem escondida, como deveríamos fazer — ela diz, ainda de costas. — Vingue-se quando ela der as caras. Temos outras prioridades agora. Pense em nós. Pense no que é importante! — Vendo que suas palavras não convenciam Flor de Geada, Jasmine começa a ter sua máscara de indiferença partida. Ela se volta para você, a voz transtornada e se contendo para não gritar. — A Bruxa não iria atrás de você, mas você precisa buscar o seu amor verdadeiro na porta dela, não é? Acha que é assim que a magia vai funcionar?
— Bruxa tem anos do meu cultivo para fazer o que quiser. Pense em como eu poderia te proteger roubando essa energia de volta. — você responde, para em seguida, sinalizar a porta, como se Jasmine estivesse fazendo uma cena. E sussurra depois. — Eu já disse que vamos ao Jardim Alagado. Mas que inimigos você tem que algumas mortes não te trariam segurança?
— Eu nunca quis nada disso…
Mas Jasmine não teve tempo de continuar a discussão. Flor de Geada saltou sobre ela, derrubando a porta. Havia alguém do outro lado, pronto para atacar. Conseguiram chegar por um ponto cego à esquerda e teriam lhe atingido, não fosse Jasmine chutando-o para longe. Ela é rápida e muito forte. Prendeu as mãos de uma adversária entre as suas e quebrou-lhe o braço com uma cotovelada.
Você puxa Jasmine pela mão livre. Seus golpes começam com um movimento de leque e terminam com um fluxo de frio que deixa os atacantes entre desacordados e incapacitados. Saem correndo pelo corredor principal, você não solta a mão de Jasmine enquanto a puxa para a escada. Jasmine faz diferente e leva vocês para um quarto seguindo o corredor. Por sorte, estava vazio.
— Por quê esperar?
— Todos estão agindo normalmente, mas nada impede que estejam nos esperando do lado de fora. Eu queria ter certeza que lá fora não tem ninguém. Lá fora terão mais chances de me prender do que aqui. Estamos em um lugar fácil de defender. Isso faz toda a diferença.
— Mesmo sem meu cultivo completo, não podem me deter. Você verá — garantiu. — Mas se você quiser acabar com os seus medos de uma só vez. Precisamos ser fortes. E só há uma forma de fazer isso.
Então saiu porta afora. Tinha saído apenas um segundo antes de Jasmine vê-la desviar de uma lâmina que poderia ter lhe cortado o pescoço.
Acho que agora já contei tudo?
Eu achei que esse capítulo fosse ficar muito maior, por isso dividi em dois. Mas valeu o suspiro, não acha?
Estamos chegando na minha parte favorita. Acho que vou revisar super rápido. Eu amo TANTO aquele pedaço. Amor na forma de Jade é tudo que eu escrevi para uma cena fazer sentido. Logo vou postar qual.